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Poema criado pelo aluno Gerônimo Pereira dos Santos
MÁ! TEMÁTICA
É FÁCIL POUSAR OS OLHOS NUS
NA ATMOSFERA GLOBAL
E VER A PROBABILIDADE FUTURA
DISSIPADA.
NÃO HÁ FÓRMULA MATEMÁTICA
QUE CONSIGA RESOLVER O PROBLEMA
DISSEMINANTE DA IGNORÂNCIA HUMANA.
E
VEMOS A LOUCURA HUMANA EM
PERCENTUAIS
ALARMANTE,
E VEMOS NOSSOS SEMELHANTES
E NÃO OS RECONHECEMOS
E TRATAMO-OS POR A E B
X E Y, ONDE O RESULTADO DA EXPRESSÃO
É SEMPRE A PORTA NA CARA.
O MUNDO É CONSTITUIDO DE UNIDADES
PENSANTES
AS QUAIS NÃO PERTENCEM A UM CONJUNTO.
É FÁCIL OLHAR OS MATEMÁTICOS
CAPITALISA.
TÃO PRONTOS.
TÃO INFINITOS EM SEUS PROPÓSITOS
PARA EXTERMINAR
QUEM MENOS PODER AQUISITIVO TIVER.
E QUEM SE CONTRAPOR A PROGRESSÃO
DA GUERRA SOCIAL GENERALIZADA.
DIFÍCIL É PODER AGIR.
GERÔNIMO PEREIRA DOS SANTOS
Escrito por Professora Andréa às 22h35
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Lygia Bojunga
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Bienal do livro 2004
Foto da escritora Lygia Bojunga, tirada pela professora Andréa Mendes, após assistir uma palestra ministrada por uma das maiores escritoras do nosso país. |
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Escrito por Professora Andréa às 21h49
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Carta
Carta dirigia à professora Andréa
O irmão de uma aluna da 8ª série B escreveu a seguinte carta:
Andréa,
O incipiente interesse da minha irmã pela Literatura e pelo mundo das idéias tem me deixado particularmente feliz, sobretudo porque percebo inerente a esse interesse a influência positiva de uma professora. Também acredito na palavra, na articulação de idéias como uma espécie de segundo fôlego. A palavra articula a complexidade do mundo, torna-o minimamente inteligível, nos permite conceitua-lo, nos permite transformar fatos em idéias e idéias em fatos. O que é um tanto menos angustiante do que nos deixar levar ao sabor das contingências, viver no grau que é o movimento irrefletido. Não sei sua opinião a respeito dessa geração posterior aos anos 70 (na qual me incluo). O que eu percebo é uma incapacidade de se articular, se configurando nesse marasmo nas artes, na música, na política que percebemos dos anos 80 pra cá. A geração dos anos 60, 70 formou-se no tripé LITERATURA – CINEMA – MÚSICA, FOI UMA GERAÇÃO ABERTA A NOVOS MOVIMENTO ANGUSTIADA POR NOVOS MUNDOS POSSÍVEIS. Foi barrada pela revolução de 64, é certo, o que não invalida a sua proficiência, a sua energia criadora. A geração posterior formou-se “unidimensional-mente” na televisão, desaprendeu a dialogar, afundou-se na letargia do pensamento único. Não é por outro motivo que a educação, vista no seu aspecto substantivo, tem merecido tão baixa estima. Afinal, se só há um mundo possível (o do capitalismo selvagem) fica de antemão demonstrada a irrelevância do pensamento como conceito, da educação como conceito, haja vista que a função preceptiva do pensamento é delinear mundos possíveis. No mundo do pensamento único a educação perde o seu aspecto global de formação do indivíduo. Ganha um enfoque meramente utilitário. Não forma mais indivíduos, forma mão-de-obra. Nesse panorama, é imprescindível que haja pessoas como você, pessoas que dão valor à educação, que tentam formar indivíduos e não somente mão-de-obra, que insuflam no aluno o gosto pela palavra, pela articulação, pelo debate, pela leitura inteligente do mundo. Nesses tempos em que tudo nos impulsiona à desesperança, é um alento saber que há sempre um pouco de paraíso na área do desastre. Parabéns, e que você consiga acender em muitos outros alunos essa chama que não pode morrer nunca. Do contrário, retornaremos à barbárie.
Jobson Ferreira Silva
O RECONHECIMENTO DOS QUE REALMENTE VALORIZAM O NOSSO TRABALHO É QUE NOS IMPULSIONA A CONTINUAR LUTANDO POR UMA EDUCAÇÃO DE QUALIDADE, MESMO QUANDO ESTAMOS ISOLADOS...
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Escrito por Professora Andréa às 21h46
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Cloaca
CLOACA
HÁ POLÍTICOS "PROMETEDORES"
PROMETEM TÃO INTENSAMENTE
QUE CHEGAM GOZAR DA DOR
QUE O POVO BRASILEIRO SENTE
E NA DOR VISTA
SENTEM-SE BEM
E OS QUE LUTAM PARA AJUDAR
VÊEM SORRISOS DISFARÇADOS NO ESCURO DOS OLHOS
HÁ PESSOAS QUE SE CONTENTAM
POR MEDO OU LETARGIA
PORÉM "PROMETEDORES" E ACOMODADOS
NÃO SE DISTANCIAM
POIS ESTÃO NO MESMO COMBOIO
QUE SE CHAMA CONTENTAÇÃO
ALINE FERREIRA 8ª B
Escrito por Professora Andréa às 18h08
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Fita-Verde: a descoberta para a vida
O conto Fita Verde No Cabelo de João Guimarães Rosa retrata a trajetória de uma menina linda, porém “rebelde” e sem juízo, que temia em silêncio a morte e, após o falecimento de sua avó, sofre uma transformação importante em sua vida, pois Fita-Verde vivia em uma aldeia onde todos “aceitavam” a morte como um fato natural. Era um lugar vazio, onde pessoas cumpriam o ciclo natural da vida, sem nenhum manifesto de qualquer tipo. Os velhos e velhas esperavam somente a morte com a ação de velhar, os adultos esperavam tornar-se velhos para também velharem, e os que nasciam ou nasceriam iriam cumprir este ciclo. Fita, porém era “rebelde” por não aceitar este fato e, ao partir para a casa da avó, leva doce e um cesto vazio (ela), que iria preencher ao longo do caminho (vida), colhendo framboesas (experiências).
Indo à casa da avó ela avista um moinho, explora o seu interior e percebe como o moinho faz parte daquele lugar no mundo, no entanto ela sentia-se como uma peça perdida em meio à imensidão. O caminho que Fita-Verde resolveu trilhar fora o mais longo, ao contrário do esperado, pois, geralmente, as pessoas percorrem caminhos curtos que pensam serem os melhores, mas realmente os melhores caminhos da vida são os longos e cheios de desafios, onde, com certeza, chegamos ao nosso destino no final.
Em meio às flores, borboletas e avelãs, a menina percebe que nem tudo é como em contos de fada, onde há magia em tudo na natureza, porque a verdadeira magia está em nós, no viver real e ao chegar na casa da avó estava cansada e com enorme fome de viver, ocorria o despertar de seus sentidos para a vida e percebera que havia perdido sua fita verde (infância), como perdemos pessoas e coisas queridas em nossa caminhada para assim, futuramente, amadurecermos de espírito (progrediu para a adolescência).
Fita-Verde presencia os últimos momentos de sua avó, mesmo sabendo o que aconteceria, mentia para si mesma fazendo perguntas inúteis, com uma só resposta, a morte havia chegado à avó.
E criando juízo, confessou os seus medos: de lobo (morte) e a passagem da infância para a adolescência. Mas, foi inútil, pois restava apenas o corpo de sua avó, inerte.
Guimarães Rosa escreveu sobre o que as pessoas omitem, o seu medo maior, porém incontestável: a morte, mas, além disso, descreveu a vida vazia que é preenchida do “aprender do viver” com as experiências que colhemos ao longo da vida, ou seja, a nossa trajetória em si no mundo, todos nós sofremos transformações ao se deparar com o medo e aprendemos a viver com ele, mas não a evitá-lo.
Texto produzido por:
Jéssica Maria da Conceição Cavalcante
Michele Rocha Chaves
8ª série A
Revisão:
Professora Andréa Mendes e
Professor Marcelo C. Sena
Escrito por Professora Andréa às 11h39
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PROJETO LITERATURA EM AÇÃO
O projeto Literatura em ação tem como objetivo incentivar o prazer da leitura, bem como estimular a percepção de mensagens implícitas. Assim, o blog foi criado para publicar produções textuais literárias e de crítica literária realizadas pelos alunos das escolas que trabalho ou que já trabalhei.
Escrito por Professora Andréa às 11h18
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